Há um certo tempo, existiu uma banda que teve enorme influência no meu raciocínio e formas de escrita chamada GRAM. Cheguei a ir em dois shows deles com amigos aqui na minha cidade (RIO CLARO-SP).
As letras tinham um peso quase que cósmico pra mim. Cheias de simbolismos e metáforas. Eu simplesmente adorava. Eles chegaram até a fazer um show na "EMoTV" na época. Enfim: tudo que é bom é efêmero e dura pouco. O Gram acabou e com ele minhas memórias de saídas, namoros e afins também...
Mas como sempre gostei de poesia escrevi um dia este singelo "poEMO" no database 110612 PB (pós brisa de Vento)
Infelicidade congênita
À mingua do reles, vil e comum
Obscurecida pelo cotidiano poliano
Transmutado em partículas de indiferença e
Ignorância
Um dia atrás do outro
Um passo de cada vez
No compasso das horas e minutos,
em acordes diminutos
A marcha da vida prossegue
Fúnebre, nefasta e extasiante
Jogue fora tudo de bom, mas também tudode ruim
Limpe sua essência, como uma gota de esperança
No limbo da descrença
Evolua, releve, rebata, recomeçe
Lembra-te que tens quantas chances quiseres...
(4ugusto Kn0X)